"Avatar" e um novo mundo 3D

5/julho/2009

James Cameron mudou para sempre a história do cinema com "Titanic", uma megalomaníaca produção que misturava ação, efeitos especiais e drama, sem que um perdesse o espaço para o outro. Mas muito antes disso ele já havia feito história. Construiu uma das melhores tramas da ficção científica ao dirigir "O Exterminador do Futuro 2". Agora, ele se prepara para fazer história mais uma vez, dando vida a um dos filmes mais comentados dos últimos tempos, juntamente com "Watchmen" e "O Hobbit", acho eu.

"Avatar" vai ser um longa que vai misturar efeitos da computação e atuações em live-action, colocando ações de pessoas reais no campo digitalizado. O filme conta a história de Jake Sully (Sam Worthington), um veterano de guerra da marinha que faz parte da tripulação que descobre o planeta Pandora, um mundo rico em uma biodiversidade exótica e com tesouros e recursos além da imaginação. Uma vez descoberto, o planeta agora pode significar a devastação de todos os outros mundos existentes, e Jake vai precisar liderar uma batalha pela sobrevivência de todos, além da sua própria. O planeta Pandora foi inspirado no mito da caixa de Pandora, da mitologia grega.

Desde que a tecnologia 3D foi aperfeiçoada e virou a nova febre dos grandes estúdios, o cinema espera por um filme que possa ir além dos efeitos que fazem as coisas saltarem no colo do espectador. Muitos esperam ver aliados à esse recurso um roteiro bem escrito e bem desenvolvido, que não tenha apenas a função de entreter. Depois de filmes como "A Lenda de Beowulf", "Viagem ao Centro da Terra" e shows como os de Hannah Montana, vai ter filme em 3D para todos os gostos nos próximos anos, de Tim Burton a Toy Story. Não me admira que daqui ha algum tempo Xuxa também vá querer fazer um filme 3D.

É James Cameron que pode surgir como a salvação da lavoura digital. "Avatar" vai utilizar os recursos 3D e não deve ser só um longa de bons efeitos e coisas saltando nas pessoas. O diretor promete conteúdo e um roteiro bem amarrado, digno de James Cameron mesmo. Em entrevista ao site "The Hollywood Reporter", Cameron disse que este é o filme mais desafiador que já fez. Declarou também que "é preciso fazer um bom filme que seria um bom filme em qualquer circunstância", ou seja, efeitos à parte, um bom roteiro é tudo.

Avatar chega aos cinemas em 18 de setembro de 2009 e é o primeiro grande filme de Cameron depois de "Titanic". No elenco também figuram Sigouney Weaver, Michelle Rodriguez e Giovani Ribisi. Em 3D, o filme, pelo menos aqui no Brasil, vai depender do contingente de salas preparadas para o recurso, que são realmente poucas. Nos cinemas "normais" é que o longa deve ter sua carreira mais completa, onde deve abocanhar o grande público. De resto, é esperar até lá. Mas alguém aí aprendeu a duvidar de algum filme do James Cameron?

A Era do Gelo 3

04/julho/2009

Ice Age: Dawn of the Dinosaurs (EUA, 2009)
De Carlos Saldanha. Vozes de John Leguizamo, Simon Pegg e Queen Latifah.

Assistir à "A Era do Gelo 3" foi uma das experiências mais divertidas que tive com animações no cinema. Não lembro de nenhum outro filme que me deixasse com a sensação de que acabei saindo da sala de projeção com uma diversão acima do esperado. Ainda mais com efeitos 3D. As animações geralmente são o prato cheio para o novo filão tridimensional que tem se formado ultimamente. Contando, em 3D eu só pude ver até hoje as animações "A Lenda de Beowulf", "Coraline e o Mundo Secreto" e "Monstros vs. Alienígenas". Nenhum se compara à grandiosidade da terceira parte da franquia.


Na nova aventura, a gravidez de Ellie mexe com todo o bando. Manny, o mamute e pai do novo bebê sente um instinto de proteção que o faz renegar o grupo sem querer. Diego, o tigre, acaba percebendo o peso de toda a vida familiar (e da idade) no seu instinto de caça. Ele acaba se refugiando do grupo, o que acaba afetando Sid, que percebe que também precisa formar uma família. É quando a pregiça acha três ovos de dinossauro, que eclodem, fazendo com que Sid os tratem como filhos. Quando a mamãe dinossauro vai em busca dos filhos, acaba arrastando Sid para um mundo subterrâneo desconhecido, o que faz com que Ellie, Diego e Manny saiam em seu resgate, enfrentando os mais terríveis desafios no novo território. Isso tudo envolvido nas trapalhadas do esquilo Scratt, que agora tem uma adversária à altura na caça à sua tão almejada noz: a esquilo-fêmea Scratté.



"A Era do Gelo 3" é tão divertido, mas tão divertido, que você esquece até que está num cinema lotado de crianças. Esquece até dos efeitos 3D, que estão lá, discretos na deles, mas realçam o bom da história, que é quando eles entram no vale perdido dos dinossauros sob a grossa camada de gelo. O diretor Carlos Saldanha acerta mais uma vez na mão e faz com que os personagens, que já eram queridos do público, despertem ainda mais a sua afeição. Uma animação que, se não supera o original e a segunda parte, se equipara aos dois e merece ser lembrada como um mérito à parte.

Que venha "Ice Age 4", uma prévia do roteiro divulgado pela fox pode fazer com que as aventuras dos animais se passem nos dias atuais! Já pensou Scratt correndo atras das nozes tendo que passear no trânsito caótico e pelos grandes edifícios de uma cidade grande?

Nota: 9,0
Efeitos 3D: 6,0

Transformers - A Vingança dos Derrotados

02/julho/2009

Transformers: Revenge of Fallen (EUA, 2009)
De Michael Bay. Com Shia LaBeouf, Megan Fox, Josh Duhamel, Tyrese Gibson, John Turturro, Ramon Rodriguez.

Antes de conferir "Transformers 2" no cinema, tinha lido uma entrevista com Michael Bay que ele dizia que fez os dois filmes da franquia para garantir bom entretenimento aos seus espectadores. A crítica, a essa altura do campeonato, já tinha massacrado o segundo exemplar da franquia, porém os fãs não deram nem bola e fizeram o filme quebrar recordes de bilheteria (o melhor fim de semana de estreia, atrás apenas de "Batman - O Cavaleiro das Trevas", sexta melhor estreia do ano no Brasil). Mas afinal, "A Vingança dos Derrotados" é tão ruim assim? Talvez um olhar descompromissado resolva a questão.

Na nova aventura, Sam Witwicky vai para a faculdade, enquanto os Autobots lutam ao lado do exército americano, caçando Decepticons reminescentes. Porém, Sam entra em contato com um fragmento do Cubo e absorve todo o conhecimento que pode salvar a raça dos Decepticons da extinção. Os robôs do mal, que estão monitorando todas as atividades terrestres para saber a hora certa de voltar, descobrem esse fato e começam a caçar Sam e sua namorada Mikaela. Para tal, revivem Megatron e dão poderes a um antigo líder, The Fallen, que só pode ser destruído por um Prime, nesse caso Optimus Prime. A caçada começa com Sam tentando descobrir o mistério dos símbolos que enxerga na sua mente e a luta entre Autobots e Decepticons mais uma vez,o que pode resultar na explosão do sol e na extinção da humanidade.

Não é preciso ser genio pra adivinhar que o filme tem explosões, lutas, batidas e muitos efeitos especiais. O problema é que Michael Bay mandou ver nos efeitos e desprezou a história toda, fazendo com que ela fique confusa e perdida às vezes. Personagens secundários toscos (os gêmeos e o carrinho decepticon) e uma precariedade de alguns efeitos sonoros contribuem para a imagem ruim. Para se ter uma ideia, em uma sequncia em que uma ponte enorme é destruída em Xangai, não há um único ruído feito quando o concreto tomba no chão, mas o que ouvimos são os ruídos metalicos do robô derrotado.

Há ainda a aposta na sensualidade de Megan Fox (sempre salvadora da pátria nesses casos) e na bestialidade do próprio Sam, que torna-se bobo demais. Porém, se você jogar seu olhar crítico no lixo antes de entrar na sala de exibição, assim como eu tentei fazer, vai encontrar um filme divertido e cheio de ação, típico exemplar do pipoca. É só uma pena que a indústria esteja utilizando eses recursos para se manter viva ( e muito viva), ou seja, dinheiro pelo dinheiro. Mas nesse caso, há muita diversão também, e nesse ponto Michael Bay acertou em chei.

Nota: 6,5

O que é QR Code?

30/junho/2009

O bom de se estudar novas mídias é sempre encontrar as novas mídias. O QR Code, que há anos é usado normalmente no Japão como uma espécie de código de barras , está se implementando no Brasil e funciona como uma espécie de hipertexto.

Você fotografa a imagem com o celular conectado à internet e, através de um software instalado no dispositivo, a imagem direciona o usuário para o conteúdo designado, ampliando o espectro de conhecimento. A primeira vez que eu vi o QR Code foi na revista Galileu de junho, e, para minha surpresa, parece que muita gente já sabia disso! hehe Enfim, abaixo o QR Code que direcionaria o usuário justamente pra cá, o Cinemarcos.

qrcode

Biblioteca - "O Clube do Filme"

27/junho/2009

"O Clube do Filme", de David Gilmour
Ed. Intrínseca

Como eu consigo tempo pra ler quando aparentemente eu não tenho tempo nenhum? Está sendo assim durante esse mês de junho, e provavelmente o será julho. Sabe essas tardes quando não se tem nada para fazer quando quer se distrair e nada mais vem à mente a não ser atender a um desejo compulsivo? (!!!) É, eu sei, é complexo. Mas, de vez em quando isso acontece comigo, um desejo incontrolável de sair, bater perna no shopping, ver um filme no cinema, comer no Mc Donald's (ou Habib's, ultimamente) e comprar. Comprar, gastar, torrar, sair do shopping com ao menos uma sacola. Geralmente são da Saraiva. Quando encontrei "O Clube do Filme", foi da Siciliano.

Justamente porque estava inteiramente atarefado, queria comprar apenas revistas que me dessem o que me distrair quando não estivesse lendo um texto sobre sensorialidades, afetividades ou qualquer coisa de comunicação. Encontrei o livro por acaso, estava guardando a minha atenção literária-ficcional para outro lançamento, "Amanhecer", de Stephenie Meyer. Que grata surpresa.

O livro em si não tem nada de especial no modo como foi escrito. É a história real de um crítico de cinema falido e sem emprego fixo que luta para criar o filho adolescente. David Gilmour é o crítico em questão e, quando seu filho Jesse vai mal nos estudos, ele propõe o seguinte ao garoto: Jesse pode sair da escola e fazer o que quiser da vida se não se envolver com drogas e, o melhor, assistir três filmes por semana com o pai, à escolha de David.

Realmente não há nada de muito extraordinário, mas à medida que conhecemos as desventuras de Jesse e os esforços de um pai zeloso, que se pergunta se fez algo de errado na criação do filho, vamos nos infiltrando na história de tal forma que, só chegando ao seu final rapidamente é possível ficar satisfeito. Toda a educação que Jesse recebe vem dos filmes, dividido em módulos, de "Os Incompreendidos", de Françoise Truffaut, passando por "Caminhos Perigosos", "O Poderoso Chefão", "Ishtar", "A Doce Vida", até "Rocky III", "O Exorcista" e "Showgirls". É nesses momentos, na análise de David sobre os filmes, que podemos pesar o quanto esses mesmos longas são importantes para nossas vidas.

Lendo esse livro me dei conta de que muito do que eu sei vem do cinema. Meu discurso, minha forma de escrever, meu olhar sobre o mundo, formas de interações amorosas, minha despretensão, minha forma de olhar as coisas. Tudo vem do cinema. O livro me mostrou que não sou nenhuma pessoa anormal por gostar de cinema: é uma forma linda e pessoal de ter um olhar sobre o mundo. No fim das contas, Jesse assistiu a tantos filmes que passa a assimilar o que aprende na sua vida. Assim também quem se dedica aos filmes. Me orgulho de saber que "Cidadão Kane" não ganhou o Oscar de melhor filme, que "Harry Potter" era pra ser com Haley Joel Osment (os "prazeres culpados" do livro) e que "Casablanca" teve dois finais gravados. Me orgulho de saber o que é nouvelle-vague. Me orgulho de entender o que foi o Dogma 95 e que ele não foi de todo cumprido. Me orgulho de gostar de "Irreversível", "Amnésia" e "Amores Brutos".Particularidades. Peculiaridades. Me orgulho de gostar de cinema.

Michael Jackson (1958 -2009)

27/junho/2009


Michael on IMDB
"Thriller" on Youtube

Já ouviu falar de "Colin"?

David Fincher pode dirigir filme sobre o Facebook

26/junho/2009

Veja só como são as coisas em Hollywood. A Columbia Pictures está em negociações avançadas com o diretor David Fincher ("Clube da Luta") para que ele possa comandar "The Social Network", filme que irá contar a história da formação do Facebook, a rede social mais popular dos EUA.

O foco da história estará na evolução do site, desde a sua criação em 2004, no campus da Universidade de Harvard, por Mark Zuckerberg, até os dias atuais, após o site atingir a marca de mais de 200 milhões de membros. Zuckerberg hoje tem 24 anos e é considerado pela revista Forbes o mais jovem bilionário do mundo, com o Facebook avaliado em US$ 16 bilhões.

O roteiro ficará a cargo de Aaron Sorkin ("Jogos do Poder") e o filme será produzido por Scott Rudin ("Sangue Negro") e Michael De Luca ("O Guru do Amor") em conjunto com a produtora Trigger Street, do ator Kevin Spacey ("Beleza Americana").

As filmagens de "The Social Network"devem acontecer ainda esse ano. Até agora, o único nome envolvido no elenco é o da socialite americana Bethany Carkhuff, de uma das versões do reality "The Simple Life".